O mês de dezembro de 2025 foi atípico na Real Grandeza. Havia uma movimentação incomum da equipe de investimentos. Não à toa. Estavam todos, absolutamente todos, empenhados em concluir uma operação inédita na história da Entidade: o resgate total de recursos aplicados em 27 fundos; a venda de um grande volume de títulos públicos federais do tipo NTN-C (Notas do Tesouro Nacional da série C), que somavam mais de R$ 3 bilhões em carteira; e outra operação igualmente desafiadora: a aquisição simultânea de títulos públicos federais do tipo NTN-B, cujo índice de correção é mais alinhado à estratégia de garantir mais segurança e estabilidade para os participantes e assistidos do Planos BD.
De 2021 para cá, mais de 200 operações como essas, de compra desses títulos públicos, foram feitas, totalizando R$ 11,5 bilhões. Você deve estar se perguntando o porquê de tudo isso. E a razão reside no projeto dos sonhos de qualquer entidade fechada de previdência complementar: promover um casamento perfeito entre as aplicações mantidas em carteira com o fluxo de pagamento de aposentadorias e pensões no tempo. Em outras palavras, essa estratégia garante que o dinheiro certo estará disponível para pagar os benefícios na hora certa. Parece trivial? Isso é tudo, menos trivial.
Para que um casamento dê certo, tal como na vida de todo mundo, algumas pré condições são fundamentais. No universo financeiro é preciso que existam no mercado ativos disponíveis, com as características desejadas – como prazo de resgate adequado e remuneração atrativa – a fim de que haja recursos suficientes para começar a pagar um benefício vitalício a um participante que vá se aposentar, por exemplo, em 2060. Esse era o tamanho do desafio da equipe de investimentos da Real Grandeza, o que dá a dimensão da conquista. É preciso dizer que sem o apoio da Diretoria Executiva e do Conselho deliberativo, nada disso teria sido possível.
Mas, voltando ao casamento: quando ele acontece, da forma como foi feito na Fundação, o Plano fica praticamente imune às oscilações do mercado. Isso porque os títulos públicos adquiridos para o “casamento” foram comprados em momentos super oportunos, quando estavam oferecendo rentabilidade bem superior às metas atuariais – em média, 6,7% – além de também serem corrigidos pela inflação (IPCA).
Simplificando: quando se diz que um ativo dá retorno maior do que a meta fixada, significa que ele gera mais dinheiro que o exigido para pagar os benefícios concedidos e a conceder. E como esses títulos serão levados até o vencimento, o valor do resgate, chova ou faça sol, será sempre o contratado, independentemente do ambiente, do sobe e desce dos juros e da inflação, e de outras variáveis, que afetam o desempenho dos ativos em carteira. Isso é crucial para uma entidade que tem de pagar benefícios vitalícios. Por essas e outras é que o modelo do casamento “perfeito” foi apelidado de “imunização”, como diz o pessoal do mercado financeiro.
O relevante, diga-se, é que tudo saiu como planejado, sem qualquer intercorrência, e o Plano BD, que nunca precisou de contribuições extraordinárias, conquistou mais uma marca: agora está 100% “imunizado”. Os participantes e assistidos já podem – e devem – comemorar. Esse é um momento raro, não só na história da Real Grandeza, como também no segmento da Previdência Complementar Fechada no Brasil, dada a dimensão do Patrimônio do Plano BD, que sozinho tem cerca de R$ 17 bilhões investidos.
E aqui cabe um parêntesis relevante: a liderança desse time de investimentos, enxuto, coeso, criativo e altamente capacitado é uma profissional “cria da casa”, a Diretora Patrícia Queiroz, que além de superar todas as competências requeridas para a função, e cuja atuação é referência no mercado, tem o mérito de ter conduzido o processo da imunização na Real Grandeza. As suas características, no entanto, nem de longe resvalam no marketing pessoal. Pelo contrário. O que a torna ainda mais diferenciada é a discrição, a voz pausada e suave, e a grandeza de brilhar num segmento tão complexo e essencialmente masculino. Muitos vivas ao time de investimentos da Real Grandeza!
Parcela da renda vitalícia e de fundo de risco do Plano CD também está blindada
As novidades sobre os Planos BD e CD foram anunciadas ontem (26/03), em Webinar que reuniu participantes e assistidos dos dois planos, os maiores sob gestão da Real Grandeza. Diferentemente do que ocorre com o Plano BD, que só oferece benefícios vitalícios, o Plano CD tem várias formas de recebimento da aposentadoria. O participante pode optar pela Renda Vitalícia, ou por receber o seu benefício por Prazo Certo ou Percentual Saldo, ambas as modalidades classificadas como Renda Financeira.
Por essa razão, foi preciso primeiro fazer a segregação das massas do Plano, a fim de, na primeira etapa do projeto, imunizar a parcela do patrimônio constituída para prover a Renda Vitalícia e os benefícios de aposentadoria por invalidez e pensão por morte.
A segregação propriamente dita ocorreu em dezembro, na virada do ano de 2025 para 2026. A imunização começou na sequência e foi concluída em menos de um mês, em março, assim como ocorreu com o Plano BD, reduzindo o risco de desequilíbrios e abrindo oportunidade de criação de perfis de investimentos, de acordo com o momento de vida dos participantes.
O projeto envolveu praticamente todas as áreas da Real Grandeza, que participaram, por meio de representantes, do grupo de trabalho liderado pela Diretoria de Investimentos. Consultorias e escritórios externos renomados foram contratados para certificar e garantir que todo o processo estava sendo desenvolvido de maneira correta e adequada; a Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo aprovaram e participaram ativamente do processo, que seguiu todos os ritos de Governança previstos, com transparência e segurança, assim como ocorreu com o Plano BD.
Feita a segregação, as equipes imediatamente iniciaram o processo de imunização, ajustando as carteiras de investimentos. Assim como no Plano BD, houve resgate de recursos em 27 fundos e 26 operações de compra de títulos públicos do tipo NTN-B, com movimentação de R$ de 290 milhões. Esses títulos foram contratados quando estavam oferecendo taxa média de rentabilidade de 7,46% e foram alinhados para que o fluxo de resgate dessas aplicações estivesse casado com o fluxo de pagamento de benefícios no tempo.
Essas conquistas – imunização do plano BD e de parcela do plano CD - decorrem do compromisso da Real Grandeza com a solidez e a sustentabilidade dos planos sob a sua gestão. Ao imunizar integralmente o Plano BD e a parcela da Renda Vitalícia do Plano CD, a Fundação garante uma estabilidade sem precedentes para seus participantes e assistidos. No caso do Plano CD, a segregação das massas ainda abriu o caminho para o desenvolvimento de estratégias de investimentos ‘customizadas’ de acordo com o Perfil ou momento de vida dos participantes, em linha com as melhores práticas de mercado. Essa é a segunda etapa do projeto e terá início ainda em 2026. Vem muito mais novidade por aí.
Vídeo
Webinar realizado em 29 de março de 2026