A Real Grandeza participou, na quarta-feira (26/08), da edição de 2026 do Congresso Sustentável promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Os debates se concentraram nas questões geopolíticas e outras relacionadas a mudanças climáticas no cenário internacional, que exigem decisões corporativas e políticas públicas integradas para garantir estabilidade e previsibilidade aos negócios no país.
Esses temas foram abordados na abertura do evento, pela presidente da entidade Marina Grossi, que compôs a mesa ao lado de Lord Deben (ex-chairman do Comitê de Mudança Climática do Reino Unido) e de Ana Toni (diretora-executiva da COP30). Esse panorama geoeconômico foi aprofundado no painel “Geopolítica e Clima”, que reuniu o embaixador André Corrêa do Lago (COP30), o diplomata Roberto Azevêdo, o economista Eduardo Gianetti (imortal da ABL) e Solange Ribeiro (Neoenergia). A discussão mostrou como as disputas comerciais, tecnológicas e energéticas estão redefinindo cadeias de suprimento e fluxos de investimento global, reforçando a necessidade de as instituições acompanharem essas dinâmicas para proteger seus ativos.
Na sequência, o painel “O Valor da Floresta”, moderado pela ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, conectou o capital natural à sustentabilidade dos negócios. O debate evidenciou que os impactos climáticos e a degradação ambiental afetam diretamente a segurança hídrica, energética e alimentar do país, trazendo riscos operacionais e financeiros reais para as empresas e investidores.
Mensuração de dados e governança
No Poca Talk, Tim Mohin (CEO do GHG Protocol) ressaltou que a mensuração de dados ambientais e o reporte transparente de emissões de Gases do Efeito Estufa tornaram-se estratégicos para a competitividade, atração de investimentos e mitigação de riscos. Em seguida, representantes da B3, do Itaú e do Instituto Clima e Sociedade abordaram como a governança e a prestação de contas reduzem o custo de capital.
“O evento trouxe debates que reforçaram que mudanças climáticas e negócios não são agendas complementares, mas formam uma única agenda. Em um cenário geopolítico competitivo, antecipar movimentos é o diferencial para o sucesso das organizações. A migração das métricas socioambientais para os relatórios financeiros e a iminente obrigatoriedade dos inventários de emissões confirmam que a Real Grandeza está no caminho certo”, destaca Patrícia de Assis, da Assessoria de Comunicação, setor responsável pelo Programa de Responsabilidade Socioambiental da FRG.
A Real Grandeza é pioneira em compromissos globais como CDP (2006) e PRI (2009). Alinhada às práticas de governança e investimento responsável, a Fundação elabora desde 2023 o inventário de emissões de GEE para o Programa Brasileiro GHG Protocol, no qual conquistou seu terceiro selo prata. Tais ações reforçam a integração da pauta ASG no processo decisório para proteger o patrimônio dos participantes e assistidos com transparência e maturidade.
Congresso Sustentável CEBDS 2026