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Real Grandeza fortalece gestão de Saúde e Previdência no 15º CBA
19/08/2026

Guilherme Vidal, Tainá Moutinho, Maria Campos e Felipe Paiva no 15º Congresso Brasileiro de Atuária



Representada por sua equipe de Estatística e Atuária (GEA), a Real Grandeza marcou presença no 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA), realizado nos dias 13 e 14 de agosto, no Rio de Janeiro. Sob o tema "Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira", o evento debateu o uso de dados e novas tecnologias para antecipar vulnerabilidades e assegurar maior sustentabilidade aos planos.


A participação da equipe reforça a diretriz da Diretoria de Seguridade, liderada por Victor Costa, com a inovação contínua. Para o gerente de Atuária, Felipe Paiva — acompanhado no evento pelos atuários Maria Campos, Tainá Moutinho e Guilherme Vidal —, os debates traduzem-se diretamente na capacidade da entidade de prever cenários e otimizar processos.


"O uso da inteligência atuarial aliada à governança de dados nos permite aprimorar a Previdência Inteligente e garantir a sustentabilidade dos planos no longo prazo", destaca Paiva.


Inovação e Inteligência Artificial na Gestão do Futuro


Um dos pilares discutidos no evento foi a aplicação da Inteligência Artificial (IA) na tomada de decisão estratégica. Painéis como "Previdência Inteligente: IA na Gestão do Futuro"e "IA – Inteligência Atuarial: Como transformar dados em Sustentabilidade e decisão" apresentaram como o uso de dados massivos e novas tecnologias podem antecipar vulnerabilidades sistêmicas e assegurar a robustez técnica necessária para a mitigação de riscos.


Destaque especial foi dado à apresentação de Glauco Milhomem (Diretor de TI e Operações da Quanta Previdência) no palco "Previdência Inteligente". Sob o tema "Do assistente aos agentes", Milhomem compartilhou aprendizados práticos sobre a jornada de maturidade da IA no setor previdenciário, mostrando a transição do uso da tecnologia de meras consultas e assistentes operacionais para um ecossistema integrado de agentes autônomos, rotinas reutilizáveis e workflows coordenados.


Para a Real Grandeza, essa provocação traça um paralelo direto com suas próprias iniciativas de modernização. O case apresentado demonstrou como a inteligência artificial pode evoluir da automação de tarefas isoladas para o redesenho de processos inteiros — transformando relatórios estáticos em dashboards dinâmicos, aperfeiçoando a comunicação com os participantes e dinamizando simuladores financeiros e atuariais.


A apresentação reforçou ainda que a aceleração tecnológica exige rigorosa governança, rastreabilidade e supervisão humana proporcional ao risco — premissas que se alinham perfeitamente ao compromisso da Real Grandeza de combinar a velocidade das novas ferramentas com a segurança institucional e a precisão técnica exigidas na gestão de recursos de longo prazo.


Essas discussões traduzem-se para a entidade na capacidade de aprimorar a Previdência Inteligente, utilizando a inteligência atuarial aliada à governança de dados para prever cenários, otimizar processos e garantir a sustentabilidade dos planos de longo prazo.


Impactos nos negócios de saúde e previdência


Os debates do 15º CBA foram diretamente associados aos desafios cotidianos da Real Grandeza:


  • Previdência Complementar: A integração entre dados e riscos, discutida em painéis regulatórios, focou na segurança decisória e na qualidade das informações. O debate sobre Longevidade e as tendências que redefinem o futuro oferece subsídios essenciais para que a GEA ajuste premissas demográficas, garantindo a solvência dos planos geridos.
    • Solvência e Riscos Regulatórios: No painel "Solvência e Riscos Regulatórios: Abordagens e Tendências", a palestrante Fernanda Chaves apresentou uma proposta inovadora de revisão para a Resolução CNPC nº 30. A nova abordagem desenha uma arquitetura de solvência moderna para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs), deslocando o foco tradicional centrado exclusivamente na duration do passivo para uma mensuração mais precisa da capacidade patrimonial em relação aos compromissos do plano. A proposta prevê a gestão do superávit e déficit por meio da comparação do Índice de Solvência com faixas de piso, meta e teto. Além disso, propõe a atualização metodológica para a fixação da Taxa de Juros de Referência (TJR) combinada à extinção gradual do ajuste de precificação — o que vislumbra um cenário de alívio temporário no curto prazo para o índice de solvência, garantindo a convergência para a cobertura integral no longo prazo, com maior aderência entre risco, solvência e proteção dos benefícios pactuados.
  • Saúde Suplementar (Regulação 360°): No painel "Regulação 360°: A Integração entre Dados, Riscos e Inteligência Atuarial nos Mercados Supervisionados de Saúde Suplementar", foram levantadas discussões cruciais para a sustentabilidade e modernização dos planos de saúde:
    • Atualização Regulatória e Reajuste por Faixa Etária: Paulo Cardoso destacou a necessidade urgente de atualização regulatória por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a fim de criar mecanismos modernos para revisar a forma como se reajustam os planos. A proposta prevê a quebra de paradigmas existentes por meio da alteração do artigo 3º da Resolução Normativa RN nº 63/2003, adequando o reajuste das faixas etárias ao aumento real da sinistralidade — impactando sobretudo a primeira faixa etária, impulsionada pelo crescimento expressivo nos diagnósticos e coberturas de Terapias Especiais, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
    • Interoperabilidade dos Dados e Visão Integral do Beneficiário: Lenise Secchin reforçou a importância da interoperabilidade dos dados na saúde. Secchin ressaltou que a fragmentação das informações não é apenas um entrave técnico, mas um gargalo estratégico que reduz drasticamente o valor gerado para a saúde da população. A falta de integração impede uma visão holística da trajetória de saúde dos beneficiários, limitando a aplicação de novas tecnologias, reduzindo a eficácia do monitoramento regulatório e tolhendo o potencial de inovação dentro de fundações e operadoras de autogestão.

O atuário como agente de estratégia


Representantes de órgãos reguladores, como Previc e ANS, reforçaram que o atuário moderno deixou de ser um mero calculista para atuar como agente decisivo em ambientes de alta complexidade.


Ao incorporar práticas de ESG, governança, interoperabilidade e inteligência de dados, a Real Grandeza reafirma sua posição de vanguarda, assegurando uma gestão eficiente e fundamentada para seus participantes e assistidos.


15º CBA (2026)

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