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Estudo da equipe de investimentos analisa oportunidade de ganhos em fundos exclusivos de crédito
06/10/2026

Coordenado pelo gerente de Investimentos em exercício, Leandro Andrioli, este estudo surgiu de uma conversa da equipe responsável pelas estratégias de macroalocação da Real Grandeza sobre a prática de manter uma grande parte do dinheiro de um fundo de crédito no "caixa" — isto é, em aplicações seguras e de resgate imediato, mas que rendem menos. Muitos fazem isso com a intenção de proteger o patrimônio em momentos de turbulência no mercado, quando os investimentos podem perder valor temporariamente.


A análise foi feita pensando especificamente na realidade dos fundos exclusivos de crédito, cujo objetivo principal é deixar o dinheiro 100% investido e “trabalhando” para o longo prazo.


É importante entender uma diferença básica, explicam: os fundos comuns (abertos ao público, em geral) são obrigados a deixar uma parte do dinheiro de reserva no caixa para conseguir pagar os investidores que resolvam sacar seus recursos antes do programado. Já um fundo exclusivo não passa por essa situação. Como ele tem um único dono, qualquer saque é combinado diretamente com quem administra o dinheiro, o que dá mais liberdade de gestão.


Manter uma reserva pequena no caixa, entre 5% e 10%, é considerado uma prática saudável e recomendada, aponta o estudo. Esse valor permite que o gestor tenha dinheiro na mão para aproveitar boas oportunidades de investimento que surgem no mercado. No entanto, o estudo da equipe da Real Grandeza foca em analisar casos em que o volume do caixa atinge cerca de 30% do total. A equipe questiona: será que faz sentido adotar uma postura tão conservadora a ponto de deixar mais de 30% de todo o dinheiro do fundo parado no caixa?


Para buscar essa resposta, é preciso entender como funcionam os fundos exclusivos de crédito, objeto do estudo. A palavra "crédito" significa que a estratégia principal desse fundo para fazer o dinheiro crescer é emprestar recursos para empresas e bancos (comprando os chamados títulos de dívida privada) em troca de bons rendimentos. Os ganhos são originados a partir dos juros cobrados nessas transações. Quando o mercado passa por instabilidade, o custo do dinheiro sobe, em razão do aumento dos riscos que esses empréstimos passam a embutir. Por outro lado, os papéis das empresas tendem a cair, gerando novas oportunidades.

Por isso, resumidamente, o estudo aponta que, deixar muito dinheiro parado na conta (fazer caixa) em fundos de crédito para tentar se proteger é uma estratégia pouco eficaz. Para chegar a essa conclusão, a equipe lançou mão de análises estatísticas e comprovou a tese.

Obter ganhos em fundos de crédito reside menos na tentativa de antecipar eventos inesperados (como a pandemia, por exemplo) e mais na prontidão para atuar quando o mercado, por razões técnicas, precificar ativos com juros desproporcionais ao risco real, gerando retornos positivos”, defende Leandro Andrioli

Leia o estudo aqui