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Entenda como a FRG vai avaliar a situação dos Planos BD e CD em 2025
29/12/2025

A Real Grandeza já definiu as taxas reais de juros a serem utilizadas na avaliação atuarial de 2025, a fim de identificar a capacidade dos Planos BD e CD de fazer frente aos seus compromissos de pagamento de benefícios futuros de aposentadoria e pensão.


Anualmente, a Fundação elabora um estudo técnico para identificar a taxa real de juros mais adequada para projetar a rentabilidade esperada dos investimentos (acima da inflação) e verificar se esses recursos são suficientes para honrar o pagamento dos benefícios futuros.


Neste ano, os estudos apontaram que a Real Grandeza poderia adotar uma taxa real de juros mais elevada para o Plano BD, acima do intervalo fixado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), porque a rentabilidade das carteiras, especialmente a de títulos públicos federais corrigidos pela inflação, já é superior às necessidades futuras de cobertura do Plano (veja detalhes abaixo).


Proposta nesse sentido foi apresentada ao órgão fiscalizador, com a anuência das instâncias de governança da Real Grandeza. Ela seguiu acompanhada de todos os estudos técnicos realizados e foi aprovada pela Previc no início deste mês de dezembro. Para o Plano BD, a taxa estabelecida foi de 6,19%. Já em relação ao Plano CD, a taxa definida, de 5,73%, ficou dentro dos limites estabelecidos pela Previc.


O equilíbrio entre o 'hoje e o amanhã'


Para chegar a esses percentuais, a Real Grandeza se baseou nos estudos feitos pela consultoria atuarial externa Willis Towers Watson.


A escolha adequada da taxa real de juros permite projetar quanto os investimentos dos planos vão render ao longo do tempo. Quando essa taxa é bem calculada, ela garante que a Real Grandeza saiba exatamente quanto precisa ter em "caixa" hoje para pagar todas as aposentadorias e pensões lá na frente. Se a estimativa de rentabilidade dos investimentos é elevada, isso significa que o plano precisa de um montante um pouco menor "guardado" agora para atingir o valor necessário para pagamento de benefícios no futuro. Esse ajuste ajuda a equilibrar o balanço do plano, reduzindo riscos de déficits e trazendo mais estabilidade para todos.



Saiba mais


O que é a avaliação atuarial?


Ao fim de cada ano, os planos BD e CD passam por uma espécie de "check-up" completo: a avaliação atuarial. O objetivo é calcular se os recursos disponíveis hoje, somados ao que se espera obter de rentabilidade dos investimentos, serão suficientes para pagar todas as aposentadorias e pensões no futuro. Um dos pilares dessa avaliação é a taxa real de juros.


O que é a Taxa Real de Juros?


Essa taxa é usada para "trazer a valor presente" os compromissos de pagamentos futuros e calcular, descontada a inflação, qual é o valor atual do dinheiro que a Entidade precisa ter para honrar esses compromissos. Uma taxa bem calibrada é o que permite manter o equilíbrio do plano.


Por que a taxa do Plano BD ficou acima do padrão?


A Previc estabelece um intervalo para a escolha das taxas. No entanto, quando um plano demonstra ter investimentos sólidos e consistentes, é possível adotar uma taxa que reflita melhor a sua realidade, fora desse intervalo. Foi o que ocorreu com o Plano BD. A decisão foi fundamentada por:


  1. Estudo Técnico de Adequação: Realizado pela consultoria externa Willis Towers Watson, referência em avaliações atuariais.
  2. Cenário de Investimentos: A área de investimentos da Real Grandeza comprovou que as carteiras de investimento do plano têm capacidade técnica para obter essa rentabilidade (6,19%) com segurança, pois já entrega resultados superiores: Hoje, cerca de 60% dos recursos do BD estão aplicados em títulos públicos que rendem, em média, 6,49% acima da inflação. Ou seja, a taxa de 6,19% é bem realista.
  3. Autorização da Previc: O órgão regulador analisou os estudos e aprovou o requerimento, validando a estratégia da Real Grandeza.


Qual o impacto no Plano BD?


O principal efeito dessa medida é o ajuste do passivo atuarial (compromissos futuros de pagamento de benefícios). Ao elevar a taxa real de juros para um patamar mais condizente com a realidade das carteiras de investimentos, o valor total que precisa ser "reservado" hoje para pagar no futuro diminui. Em outras palavras: se o dinheiro rende mais, o plano precisa de menos recursos hoje para garantir o mesmo pagamento no futuro.


Esse ajuste do passivo traz os seguintes benefícios:


  1. Evita Desequilíbrios: mantém o plano em equilíbrio técnico, evitando a necessidade de contribuições extraordinárias desnecessárias.
  2. Transparência: A taxa deixa de ser uma estimativa conservadora demais e passa a ser um reflexo real do que os investimentos estão rendendo.

Regulamentação


A escolha da taxa real de juros não é aleatória. Ela deve seguir as regras de órgãos como a Previc. Essas regras exigem que o Entidade justifique sua escolha com base em estudos técnicos bem embasados e fundamentados.